Você está nos meus gestos
nos meus olhares cúmplices com os objetos
de afeto
nas minhas risadas
na minha solidão
nas minhas saudades e saudações.
Nas minhas aflições
nas minhas dores
nos meus amores
nas minhas recordações.
Você permanece
no íntimo dos meus sonhos
nos meus pesadelos
nos meus pecados
nas minhas carnes
nos meus cheiros.
Em meus arrependimentos – jamais.
Você me toca por alheios abraços
quando estreito em meu peito
o gesto de uma amizade qualquer.
Você (ainda) é.
Meu sexo (ainda)
chama por você.
Envelheci querendo -
apesar.
Fome insaciável vício
torturando corpo e alma
poços sem fundo.
De você nada é demais.
Onde você foi parar
aí eu me confundo.
Isso sim para mim
é demais,
aprendendo a ganir
no vazio,
a enfiar o rabo entre as pernas,
a gemer para o fim
sem recomeço.
Minha velhice é a sua presente ausência.
Minha morte é a sua ausência presente.
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